Entre-muros
F.
sentou-se no colo do Pessoa à espera de inspiração. A criança que vivia no sótão
do cérebro sentia-se aprisionada. Parece que alguém lhe tinha construído um
muro à volta. Precisava de um desbloqueio, algo que viesse de cima. Finalmente
veio. Um presente da cidade para si, trazido por um pombo. E não era correio.
Era uma grande ideia.
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